abril 30, 2018


Exigência

março 23, 2018

Exigência. De sermos boas pessoas. Bonitos. Bons companheiros. Bons trabalhadores. Bons filhos. Bons familiares. Temos de ser bons em tudo. 

Há dias, demasiados dias, em que me sinto péssima em tudo. A memória falha, muito mais do que a idade justifica. O corpo dói, muito mais do que as doenças explicam. A produtividade desvanece sem que haja motivos aparentes. O cansaço ganha.
Não consigo. Na maioria dos dias eu não consigo. Não consigo ser aquilo que esperam de mim. Eu própria não sei o que esperar de mim.
O medo. O medo assola os meus dias,  o meu corpo e a minha cabeça andam imersos nele. Ninguém nota. Mas a exigência não diminui.

Farta!

janeiro 30, 2018

Quando deveria ter ganas de escrever como é mágico organizar o casamento com o homem da minha vida, escrevo na penumbra da noite, numa insónia carregada de frustração, sobre frustração.

Porra!

Deitar-me num país que não valoriza as suas pessoas é deitar-me com a raiva de quem já não sabe como inverter a situação. Ver a frustração do meu amor por ter de, por força da necessidade, ter aceite um emprego, na área de formação... numa suposta grande empresa, com prémios xpto de boa gestão de pessoas, estar a trabalhar 10 horas por dia, sob uma pressão monstra, para ganhar uma miséria... É dilacerante.

Perceber, sem falsas modéstias, que um profissional incrível, com provas dadas, está votado a uma situação de desgaste tremendo, por força das necessidades, destrói-me.

Como se dá a volta a isto se as contas caem todos os dias? Se os horários são tão apertados e o controlo tão rígido para conseguir ir bater a outras portas.

É só um desabafo.... Mas o meu amor merecia melhor:(

Das dores de crescimento

janeiro 18, 2018


Estamos, cá em casa, numa fase de adaptação a novas rotinas, a novos cortes "orçamentais", a novas e difíceis logísticas diárias. Como em tudo, estas mudanças causam dores de crescimento. Se por um lado há alturas em que apetece erguer a cabeça e continuar com o sorriso que me caracteriza, há dias em que ao mínimo pensamento negativo, as lágrimas correm sem estanque possível.

Lembro-me de uma fase terrível na minha adolescência em que se havia dia em que não chorasse, era um dia vitorioso. Foram meses insanos, meses de uma violência psicológica demasiado pesada para aquela menina frágil e sonhadora. Foram meses de luta contra o medo, não o medo de pessoas e situações, mas o medo de não conseguir. O medo absurdo que se alicerçava e alimentava na crença que perpetuava... Eu nunca seria capaz... Eu não era forte como os outros, eu não tinha as mesmas armas, eu não seria capaz de chegar onde ambicionava e onde os outros pareciam chegar sem qualquer esforço.

Lembro-me da adolescente frágil e desconfiada. A adolescente que, apesar de nunca ter tido a capacidade de pedir ajuda, conseguiu parar de chorar. Conseguiu atingir aquilo que ambicionava na altura. Essa adolescente, agora jovem, já só tinha recaídas nos dias mais difíceis, mas levantava-se e sorria, gargalhava até.

Essa adolescente, depois jovem, agora adulta, caiu muitas mais vezes, teve muito mais fases negras. Mas, contrariamente ao que acreditava, ela conseguiu. Ela consegue! Pode demorar. Oh, se demora! Mas ela consegue!

...
Hoje, no meio dos medos, das lágrimas, das responsabilidades, das rotinas, foco em lembrar-me daquela adolescente que fui. E, ao contrário do que fazia na altura, acreditar!

O que tens para mim futuro?

janeiro 16, 2018

Uma cabeça em constante ebulição. Uma tentativa absurda de controlar mentalmente tudo. Uma miúda não raras vezes destroçada com medo do futuro. 


Não, a minha vida não é miserável. Não, não estou sozinha. Não, não estou doente. 

Sim, tenho medo, tenho muito medo. Sim, tenho ótimas pessoas na minha vida. Sim, sou na maioria do tempo feliz. 

MAS... 

Há sempre um mas... A cabeça a fervilhar de perguntas: E se nunca mais conseguir ter um emprego que me estimule e me tire deste marasmo financeiro? E se nunca for a altura certa para ter os filhos com que tanto sonho? E se nunca tiver condições para comprar a casinha que tanto anseio? E se nunca puder viajar aos locais a que me prometi ir antes de morrer? E se nunca me sentir realizada com a vida que é a minha? 

...

Não, não preciso das respostas a estas questões, na realidade ninguém precisa. Preciso de aprender a respirar fundo, agradecer o que tenho, lutar pelo que quero. E embora haja alturas em que a visão está envolta em nevoeiro, como hoje, o sol voltará para nos alargar o campo de visão.

...

Está moribundo este blogue!

janeiro 12, 2018

Há mais de 3 meses que não ponho uma palavrinha neste blogue, em grande parte porque não me apeteceu, outra parte porque muita coisa se passou entretanto:

- Conheci Paris e foi fantástico;
- Tive um dia estrondoso no Douro e fiquei noiva <3;
- Comecei a organizar o meu casamento;
- O noivo fez anos;
- Fiz aniversário de namoro;
- Fiz anos;
- Foi o Natal e a passagem de ano.

Muitas novidades boas, 2018 será um ano especial!

Detalhes #2

outubro 02, 2017


O quarto <3 

Branco, branco e mais branco, a minha cor favorita para o quarto :) 

Muita coisa reciclada (mesinhas, mesa de tv, candeeiros, cadeira de verga), muita coisa por completar (cortinas, quadros na parede, tapete marcante). Mas há lá tudo o que preciso,  muita luz e tranquilidade. 








Então, gostaram?
RR

Popular Posts

Like us on Facebook

Flickr Images